Uma década de silêncio pra deixar a cicatriz,
Te vejo no meu sonho baby, impregnou pela raiz
Cheguei plantado fundo, água preta no subsolo
você só provou a casca e foi atrás do pomar todo
Me chamou de laranjeira, gostou da fruta colhida,
entrada no seu cardápio, nunca o prato da sua vida.
Bebê, você passou na frente e viu parte da fachada,
saiu no intervalo da segunda temporada.
Faz que quer emoção, que agita o que é novo,
enquanto o que é antigo e fundo tá ardendo desde o tronco.
Faísca por aí sobra, aqui o que tem é fogo,
mas você chega gelada de tanto acender o jogo.
Vai dar pra um estranho tudo que a gente faz no afogo,
entrega o colchão pra quem nem sabe o som dos nossos sopros.
Rio calmo não é rio parado, baby, vem comigo, entra nessa
é correnteza que te chupa a alma enquanto você toca no fundo.
Você me leu rápido demais, aí fechou o livro na pressa,
achou que era conto, mas era romance, era eclipse, era mundo.
Não peço por muita coisa, nem por estação nenhuma,
só não tranca a porta bebê, põe a lingerie e se arruma.
Because laranja faz suco, faz doce, faz o sumo do licor,
faz tudo que você ainda não deixou eu ser, amor.

Leave a Reply